Casados há cerca de um ano, os xarás têm mais que o nome em comum: ambos ainda não conseguiram consumar o casamento.
“Paulinho é meio temperamental, estava acostumado a ficar sozinho. Deixamos-los próximos, mas separados pela grade durante uns 4 meses, até ficarem na mesma jaula. Às vezes eles se beijam e às vezes se batem. Acho que no final vai dar certo”, torce a diretora do Zoológico de Niterói, Giselda Candioto.
Jogos de amor
Ela explica ainda que, às vezes, para acalmar os ânimos, o casal é separado e, quando um começa a sentir falta do outro, reunido. Outra tática é tirá-los do setor de visitação pública, para terem mais privacidade. Babuíno sagrado, Paulinho foi encontrado numa carroça de circo, sem água e há dias sem comer. Ele e Penélope vivem juntos há pouco mais de um ano. Seu histórico, segundo Giselda, pode dificultar a adaptação.
“A gente não tem muito o histórico dele e vamos fazer exames para saber se ele foi vasectomizado”, explica ela. “Pode acontecer de ele não ter interesse por sexo, dependendo do tipo de tratamento que sofreu”, completa o biólogo do zoológico Pedro Menezes. Macaca experiente
Já o Paulinho, chimpanzé do Riozoo, vive em paz com Rhina, mas a paz é tanta que a relação anda morna. “É um casamento de companheirismo”, define o veterinário e diretor do Riozoo Victor Hugo Amoroso, que conta que os dois dividem o mesmo espaço há mais de dois anos. “O Paulinho veio para cá ainda filhote e foi criado na mão. Não foi inserido num grupo ou numa família. Ele não teve a quem observar e seguir. O macaco não age só com o instinto, tem a questão da socialização. A gente até incentiva, com estímulos comportamentais, e a Rhina foi escolhida por já ter experiência. Mas até agora não tivemos resultados”, conta.

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